Segundo a coluna Painel FC (da Folha de São Paulo desta quinta-feira) a Associação de Clubes Europeus, entidade criada para representar as mais importantes equipes do velho continente, pretende lançar uma liga mundial de clubes em breve.
O grupo europeu, presidido por Karl-Heinz Rumenigge (ex-jogador e craque alemão), quer uma união de forças com o restante do mundo e convidou o C13 para sua assembleia geral, em setembro deste ano. A ideia é ter representatividade global, além de criar regras para transferências entre atletas. Seria o fim da dependência junto a FIFA?
Esse foi um dos assuntos discutidos do grupo em reunião com dirigentes do Clube dos 13 na Soccerex, fórum esportivo realizado nesta semana no estádio de Wembley, em Londres. Taí uma bela chance de criarem uma “Copa do Mundo de Clubes” não?
Ah, adivinhem qual foi o único clube de elite do nosso país a estar presente na Soccerex?
Não é muito difícil. Pensem no mais vencedor…
Saudações tricolores!
Me siga no “Chico Twitter”: http://twitter.com/danielperrone
Fonte: Blog do Torcedor
sábado, 16 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Segundo IFFHS, Manchester é o melhor do mundo. Tricolor fica em nono.
A Federação Internacional de História e Estatística (IFFHS) divulgou nesta segunda-feira uma nova lista dos melhores times do mundo. Nos primeiros lugares, nada de surpresas. Atual campeão europeu e mundial, o Manchester United, da Inglaterra, é o líder, com 302 pontos.
Em seguida, aparecem dois semifinalistas da atual edição da Copa dos Campeões. O segundo lugar é do Barcelona, da Espanha. Logo depois vem o Chelsea, da Inglaterra.
O melhor sul-americano é o Boca Juniors, da Argentina, na quarta colocação. Em relação ao futebol brasileiro, o primeiro a aparecer na lista é o São Paulo, atual tricampeão nacional, em nono lugar. Outras 17 equipes do país foram citadas.
Veja a lista com destaque para os brasileiros:
01. Manchester United (ING) 302,0.
02. Barcelona (ESP) 282,0.
03. Chelsea (ING) 254,0.
04. Boca Juniors (ARG) 253,0.
05. Arsenal (ING) 245,0.
06. Liverpool (ING) 240,0.
07. Dínamo de Kiev (UCR) 227,0.
08. Hamburgo (ALE) 226,0.
09. São Paulo (BRA) 223,0.
10. Shakhtar Donetsk (UCR) 218,5.
16. Grêmio (BRA) 191,0.
29. Sport (BRA) 169,0.
32. Internacional (BRA) 162,0.
35. Palmeiras (BRA) 161,0.
45. Cruzeiro (BRA) 155,0.
70. Fluminense (BRA) 135,0.
84. Botafogo (BRA) 124,0.
134. Santos (BRA) 96,0.
144. Flamengo (BRA) 92,0.
150. Vasco (BRA) 90,0.
194. Atlético-PR (BRA) 80,0
206. Goiás (BRA) 78.0.
206. Coritiba (BRA) 78,0.
224. Vitória (BRA) 74,0.
241. Atlético-MG (BRA) 72,0.
295. Figueirense (BRA) 66,0.
332. Náutico (BRA) 62,0.
Fonte: Gazeta Esportiva
Em seguida, aparecem dois semifinalistas da atual edição da Copa dos Campeões. O segundo lugar é do Barcelona, da Espanha. Logo depois vem o Chelsea, da Inglaterra.
O melhor sul-americano é o Boca Juniors, da Argentina, na quarta colocação. Em relação ao futebol brasileiro, o primeiro a aparecer na lista é o São Paulo, atual tricampeão nacional, em nono lugar. Outras 17 equipes do país foram citadas.
Veja a lista com destaque para os brasileiros:
01. Manchester United (ING) 302,0.
02. Barcelona (ESP) 282,0.
03. Chelsea (ING) 254,0.
04. Boca Juniors (ARG) 253,0.
05. Arsenal (ING) 245,0.
06. Liverpool (ING) 240,0.
07. Dínamo de Kiev (UCR) 227,0.
08. Hamburgo (ALE) 226,0.
09. São Paulo (BRA) 223,0.
10. Shakhtar Donetsk (UCR) 218,5.
16. Grêmio (BRA) 191,0.
29. Sport (BRA) 169,0.
32. Internacional (BRA) 162,0.
35. Palmeiras (BRA) 161,0.
45. Cruzeiro (BRA) 155,0.
70. Fluminense (BRA) 135,0.
84. Botafogo (BRA) 124,0.
134. Santos (BRA) 96,0.
144. Flamengo (BRA) 92,0.
150. Vasco (BRA) 90,0.
194. Atlético-PR (BRA) 80,0
206. Goiás (BRA) 78.0.
206. Coritiba (BRA) 78,0.
224. Vitória (BRA) 74,0.
241. Atlético-MG (BRA) 72,0.
295. Figueirense (BRA) 66,0.
332. Náutico (BRA) 62,0.
Fonte: Gazeta Esportiva
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sábado, 2 de maio de 2009
Campeonato Mundial de Clubes da FIFA
Com a popularidade do futebol disseminada em todo o mundo, a FIFA, entidade máxima reguladora do esporte, decidiu organizar uma disputa de Mundial de Clubes entre os campeões de todos os continentes. A idéia original era fazer o campeonato nos mesmos moldes da Copa do Mundo, com uma sede diferente a cada ano. Em 2000, houve a primeira edição no Brasil. A segunda edição, agendada para 2001 na Espanha, foi primeiramente adiada para 2003 e posteriormente cancelada devido a problemas de parceiros e patrocínios. O torneio retornou então no ano de 2005, substituindo a Toyota Cup/Mundial Interclubes, com patrocínio da Toyota.Campeonato Mundial de Clubes da FIFA
Ano Campeão Resultado Vice-campeão Local
2008
Manchester United Inglaterra 1 - 0 LDU
Equador Estádio Internacional,Yokohama
2007
Milan
Itália 4 - 2 Boca Juniors Argentina Estádio Internacional,Yokohama
2006
Internacional Brasil 1 - 0 Barcelona
Espanha Estádio Internacional,Yokohama
2005
São Paulo Brasil 1 - 0 Liverpool
Inglaterra Estádio Internacional,Yokohama
2000[1]
Corinthians Brasil 0 - 0 Vasco da Gama
Brasil Maracanã, Rio de Janeiro
4-3 nos pênaltis
Copa Intercontinental

Em 1960, Henri Delaunay criou a Copa Intercontinental, que seria disputada entre os melhores da Europa e América do Sul.
Na década de 1960, a europa já possuia um torneio continental, a Copa dos Campeões Europeus (hoje, Liga dos Campeões da UEFA), porém a América do Sul não possuia torneio semelhante. Sendo assim, no mesmo ano, a Confederação Sul-Americana criou uma competição continental e a batizou de Copa Libertadores da América, numa homenagem aos heróis da independência dos países sul-americanos.
As partidas eram de ida e volta, feita no estádios de cada adversário. A primeira disputa foi entre Real Madrid, da Espanha e Peñarol, do Uruguai.
A Copa Intercontinental perdurou de 1960 a 1979.
[editar]Copa Européia/Sul-Americana Toyota - Mundial Interclubes
No final dos anos 70, por falta de incentivo e prezando a integridade de seus jogadores, os campeões europeus deixaram de participar da Taça Intercontinental. Assim, muitas vezes, os vice-campeões ocuparam a vaga de representante europeu. Em algumas ocasiões, nem o vice-campeão aceitara viajar para a América do Sul, cancelando a disputa da Taça, como ocorreu nos anos de 1975 e 1978. Para a disputa voltar a ser viabilizada, a empresa automotiva Toyota passou a patrocinar e organizar o evento, em conjunto com as confederações européia (UEFA) e sul-americana (CONMEBOL). Dessa forma, em 1980, iniciou-se a disputa do novo torneio intercontinental, desta vez denominado Copa Européia/Sul-Americana. No Brasil, popularizou-se a expressão Mundial Interclubes para referir-se ao torneio, pois apesar deste não ser um campeonato mundial de jure, era o mais proximo disto na época. A taça era disputada em apenas um jogo, em estádio neutro, sempre no Japão. Inicialmente a disputa foi feita no Estádio Olímpico de Tóquio e depois no Estádio Internacional de Yokohama.
A Copa Européia/Sul-Americana Toyota perdurou de 1980 a 2004.
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Campeonato Mundial de Clubes
O Campeonato Mundial de Clubes ou Copa do Mundo de Clubes corresponde a um título do futebol mundial, considerado como o maior galardão deste esporte no que diz respeito a clubes e associações.
Esta competição teve diferentes formatos e nomes: entre 1960 e 2004 era disputada entre o campeão da Taça Libertadores da América e o campeão da Copa dos Campeões da Europa, recebendo o nome de Copa Intercontinental entre 1960 e 1979 e Copa Européia/Sul-Americana Toyota entre 1980 e 2004. Em 2000 surgiu o primeiro torneio organizado pela FIFA, chamado Campeonato Mundial de Clubes da FIFA, abrangendo representantes de todos os continentes. Em 2005 foi realizada sua segunda edição, desta vez substituindo a Copa Toyota, sendo disputada anualmente desde então.
Esta competição teve diferentes formatos e nomes: entre 1960 e 2004 era disputada entre o campeão da Taça Libertadores da América e o campeão da Copa dos Campeões da Europa, recebendo o nome de Copa Intercontinental entre 1960 e 1979 e Copa Européia/Sul-Americana Toyota entre 1980 e 2004. Em 2000 surgiu o primeiro torneio organizado pela FIFA, chamado Campeonato Mundial de Clubes da FIFA, abrangendo representantes de todos os continentes. Em 2005 foi realizada sua segunda edição, desta vez substituindo a Copa Toyota, sendo disputada anualmente desde então.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Próxima Temporada

O São Paulo anunciou Arouca como sexto reforço para a próxima temporada. Quanto custou? Assim como os outros cinco que já estavam fechados, nada saiu dos cofres de Juvenal Juvêncio. Menos de 20 dias após o término do Brasileirão, o Tricolor reforçou-se em praticamente todas as posições. Só não trouxe goleiro e meia, de resto, em todos os setores, jogadores foram contratados.
Mesmo com o título do Brasileirão, comissão técnica e dirigentes esqueceram as férias e não pouparam esforços. Muito para já prevenirem possíveis saídas, mas também para montar um bom elenco para buscar títulos em 2009.
– Existe uma lei, e nada se pode contra ela. Não há do que se reclamar que o São Paulo trouxe jogadores sem custo. Todos os clubes poderiam ter feito o mesmo que fizemos – enfatizou o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, ontem, pouco depois de anunciar, sem receios, a contratação de Arouca.
– Já assinamos o contrato, o caso do Arouca está certo. O João Paulo (diretor de futebol) está reunido com o agente dele acertando os últimos detalhes, mas o que importa é que fechou conosco – afirmou Juvenal.
O volante chega ao São Paulo com contrato de cinco anos, o mais longo entre os novos reforços. O vínculo dele com o Fluminense vai até o fim de abril, mas o Sampa está tentando adiantar sua vinda já para o início de 2009, pois, se vier apenas em maio, entrará para jogar o mata-mata da Libertadores. A idéia é emprestar algum jogador e, assim, acertar com o Flu para que o atleta já se transfira.
– A idéia é antecipar, mas respeitamos. Nosso acordo é para maio. Manifestamos o interesse e o Fluminense ficou de estudar – afirmou João Paulo de Jesus Lopes.
Arouca é o segundo volante contratado para a próxima temporada. Com isso, por enquanto, Muricy vai contar com sete jogadores para esta posição. Os reforços trazem mais possibilidades de variações para técnico que, até agora, só tem a agradecer Juvenal pelo elenco de 2009.
Fonte: LANCEPRESS [!] Enviar esta notícia para um amigo
sexta-feira, 20 de junho de 2008
AS ORIGENS DO FUTEBOL QUE CONHECEMOS

O futebol, como esporte moderno, foi criado na Inglaterra do século XIX. Entretanto, muitas pesquisas mostram que o jogo de bola, tanto praticado com os pés como com as mãos é praticado bem anteriormente ao século XIX. Alguns estudiosos dizem que a origem deste esporte está na China, há muitos séculos atrás. Dizem que um "esporte" muito parecido com o futebol era praticado por soldados do Imperador Xeng Ti 25 séculos A.C.. A bola era de pele de animal recheada com ferragens . Colocamos o termo esporte entre aspas pois, como sabemos tal palavra só pode ser empregada após o século XIX, e as atividades físicas do período anterior ao contemporâneo podiam ser consideradas mais como rituais religiosos ou como preparação militar do que esporte.Muitos pesquisadores dizem também que o futebol tem origem em um "esporte" praticado na Itália medieval. "Esporte" aliás, que existe até hoje e é praticado anualmente na cidade de Florença. Estamos falando do Calcio. Tal esporte consiste de um jogo entre duas equipes que, em um campo de terra têm que atravessar uma bola até uma área ao final do campo adversário. O jogo pode ser caracterizado como muito violento, pois os ataques físicos entre os jogadores dos dois times são constantes e permitidos. Os italianos acreditam que a origem do futebol está no Calcio, tanto que, na Itália, o futebol como conhecemos é chamado de Gioco Calcio. Assim como o Calcio, na Inglaterra, um jogo era praticado desde mais ou menos o ano de 1300: o Hurling. Tal jogo tinha características muito parecidas com o Calcio, e era também muito violento. O Calcio tem características muito parecidas com um esporte que surge na Inglaterra ao mesmo tempo que o futebol: o Rugby. Aliás, podemos dizer que o futebol e o rugby tem uma raiz comum, pois são muito parecidos, e que se dividiram na metade do século XIX na Inglaterra, devido a dissidências na questões das regras entre os participantes. Enquanto o Rugby pode ser jogado com as mão e com os pés, o Football — como o próprio nome diz— só pode ser jogado com os pés, sendo apenas o Keeper que pode pegar a bola com as mãos.Entretanto, podemos dizer que desde os mais remotos tempos o homem e a sua sociedade sempre praticaram jogos, ou para se divertirem entre a comunidade, ou como ritual religioso. Tais praticas são aspectos das mais variadas culturas ao redor de todo o mundo. Podemos dizer então que o Futebol nasceu daí. Porém esses jogos não tinham um nome definido e variavam de regiões e regiões da Inglaterra, da Europa e do Mundo. Podemos dizer que, na Inglaterra, berço do Futebol moderno, esses jogos eram praticados pelas camadas populares, que vinham praticando essas atividades culturais há várias gerações. Talvez elas não fossem igual ao Futebol, ao Rugby, mas tinham um objetivo cultural de diversão e ligamento entre os membros da comunidade. Como sabemos, a aristocracia não praticava tais jogos, pois provavelmente os achavam como atos de barbárie, praticados por pessoas sem cultura, além de serem muito violentos. A aristocracia preferia praticar outros jogos, como a equitação, a caça e a esgrima. Esses jogos eram chamados, na Inglaterra do século XVIII e XIX de esportes, e os esportes que conhecemos hoje( ou algo parecido com eles) eram chamados de passatempo .Esses jogos populares, no século XIX, começaram a ser praticados, em seus horários livres, pelos alunos das escolas da aristocracia e da alta burguesia inglesa. O colégio de Rugby talvez seja a mais famosa dessas escolas, pois dele saíram as regras do Rugby. O Rugby e o Football eram praticados pelos alunos deste colégio, fazendo com que os diretores dos colégios proibissem a prática dessas atividades, devido ao fato delas serem populares, violentas e "bárbaras". De nada adiantou tal proibição, pois os alunos continuavam praticando esses esportes. Como a repressão a esses jogos não deu muito certo, as questões tiveram que ser resolvidas de outra forma. Já que não parariam de ser praticadas a melhor maneira era de que tais jogos fossem regulamentados. Daí começaram a surgir as regras nesses jogos, criando-se assim as regras do Football e do Rugby, além de outros jogos.Porém, tais jogos haviam sido regulamentados apenas nas escolas da elite inglesa. Era preciso regulamentar esses jogos também entre as classes mais "baixas" da sociedade inglesa. O início do século XIX foi o período do ápice da primeira Revolução Industrial na Inglaterra. A classe operária já estava praticamente consolidada e já começava a ter a sua consciência de classe. A classe operária inglesa também praticava esses jogos, principalmente nos horários livres que foram conquistando no processo de conscientização de classe e do movimento operário sindical. Porém, como sabemos, tais jogos eram muito violentos e não tinham regras algumas as vezes. Tal violência do esporte fazia com que a produção do operariado caísse, devido a lesões e cansaços, prejudicando assim o lucro dos grandes patrões da burguesia industrial. Era preciso, assim como foi feito nas escolas, regulamentar esses jogos, para torná-los menos violentos e trazê-los para dentro da esfera do controle do Estado. Tal regulamentação do Football foi expandida, com a ajuda do Estado, para toda a sociedade inglesa. A classe burguesa industrial triunfou, e suas regulamentações esportivas se massificaram, tornado o futebol em um esporte de massa. Além disso, " os burgueses descobriram o futebol como meio de despolitização dos trabalhadores na década de 1860.(...) O objetivo era bem claro. Eles precisavam manter os operários à margem da atividade política dentro de suas organizações de classe" . Podemos perceber que a regulamentação das regras do Futebol, e outros jogos, veio em um momento histórico onde o operariado começa a reivindicar os seus direitos e começavam a se tornar uma classe política. Nada melhor para a burguesia industrial do que controlar, a partir da criação de regras, um jogo em que a maioria proletária praticava.
Princípios do futebol na Inglaterra, séc. XIX
Enfim, em 1863 foi fundada na Inglaterra a Football Association, fazendo com que se criasse regras para a prática do jogo entre as equipes. Formavam-se assim tabelas, datas dos jogos, ou seja, controlava-se a prática. Os times eram formados pelas fábricas espalhadas pelas diversas cidades do país. Os jogadores destes times eram os próprios funcionários destas fábricas, que disputavam jogos, geralmente nos sábados a tarde (tradição existente até hoje no Campeonato Inglês de Futebol) no dia em que tinham folgas. Muitas pessoas iam assistir esses jogos. Geralmente eram também operários das fábricas as quais os times representavam, e também a família e a comunidade desses jogadores. É nesse período que começam a surgir as grandes rivalidades entre os diferentes times das cidades da Grã Bretanha. É nesse momento que surgem as disputas entre o Manchester City e o Manchester United, o Glasgow Celtic e o Glasgow Rangers, e o Arsenal, o Chelsea e o Cristal Palace em Londres . Como podemos perceber, inicia-se neste momento a identificação por parte da população pelos clubes de futebol, seja por razões comunitárias, culturais e até mesmo religiosas. Tal massificação do futebol fez com que o historiador inglês Eric Hobsbawn chamasse o jogo de futebol como "a religião leiga da classe operária".Uma questão muito interessante a ser discutida é de que como o futebol conseguiu tanto sucesso entre as massas, e até mesmo entre todas as classes? Qual o motivo de toda essa paixão pelo esporte surgida na Segunda metade do século XIX? Talvez o historiador Nicolau Sevcenko possa nos responder essa pergunta."Assim, num curtíssimo espaço de tempo, o futebol conquistou por completo toda a população trabalhadora inglesa e, em breve, conquistaria a do mundo inteiro. Como entender esse frenesi, esse poder irresistível de sedução, essa difusão epidêmica inelutável? Como vimos, parte da explicação está nas cidades, parte no próprio futebol. A extraordinária expansão das cidades se deu, como vimos, a partir da Revolução Científico-Tecnológica, pela multiplicação acelerada da massa trabalhadora que para elas acorreu em sucessivas e gigantescas ondas migratórias. Nas metrópoles assim surgidas, ninguém tinha raízes ou tradições, todos vinham de diferentes partes do território nacional ou do mundo. Na sua busca de novos traços de identidade e de solidariedade coletiva, de novas bases emocionais de coesão que substituíssem as comunidades e os laços de parentesco que cada um deixou ao emigrar, essas pessoas se vêem atraídas, dragadas para a paixão futebolística que imana estranhos, os faz comungarem ideais, objetivos e sonhos, consolida gigantescas famílias vestindo as mesmas cores." Como vemos, o futebol se tornou uma forma de identificação para as massas trabalhadoras das grandes cidades inglesas. Os times se tornaram muito mais do que times, se tornaram um objeto em que as pessoas encontravam o seu igual, encontravam seus objetivos e sonhos, tão arraigados pelo trabalho árduo nas fábricas durante a semana. O futebol faz com que todos saiam ganhando. Tanto as grandes massas, que encontram nele certa identidade, quanto pela burguesia, que o utiliza para regulamentar a sociedade e a massa proletária.O século XIX pode ser considerado o século do imperialismo inglês pelo mundo. Assim como o comércio inglês se expandiu pelo mundo, os seus aspectos culturais também. E com o futebol não foi diferente.
Princípios do futebol na Inglaterra, séc. XIX
Enfim, em 1863 foi fundada na Inglaterra a Football Association, fazendo com que se criasse regras para a prática do jogo entre as equipes. Formavam-se assim tabelas, datas dos jogos, ou seja, controlava-se a prática. Os times eram formados pelas fábricas espalhadas pelas diversas cidades do país. Os jogadores destes times eram os próprios funcionários destas fábricas, que disputavam jogos, geralmente nos sábados a tarde (tradição existente até hoje no Campeonato Inglês de Futebol) no dia em que tinham folgas. Muitas pessoas iam assistir esses jogos. Geralmente eram também operários das fábricas as quais os times representavam, e também a família e a comunidade desses jogadores. É nesse período que começam a surgir as grandes rivalidades entre os diferentes times das cidades da Grã Bretanha. É nesse momento que surgem as disputas entre o Manchester City e o Manchester United, o Glasgow Celtic e o Glasgow Rangers, e o Arsenal, o Chelsea e o Cristal Palace em Londres . Como podemos perceber, inicia-se neste momento a identificação por parte da população pelos clubes de futebol, seja por razões comunitárias, culturais e até mesmo religiosas. Tal massificação do futebol fez com que o historiador inglês Eric Hobsbawn chamasse o jogo de futebol como "a religião leiga da classe operária".Uma questão muito interessante a ser discutida é de que como o futebol conseguiu tanto sucesso entre as massas, e até mesmo entre todas as classes? Qual o motivo de toda essa paixão pelo esporte surgida na Segunda metade do século XIX? Talvez o historiador Nicolau Sevcenko possa nos responder essa pergunta."Assim, num curtíssimo espaço de tempo, o futebol conquistou por completo toda a população trabalhadora inglesa e, em breve, conquistaria a do mundo inteiro. Como entender esse frenesi, esse poder irresistível de sedução, essa difusão epidêmica inelutável? Como vimos, parte da explicação está nas cidades, parte no próprio futebol. A extraordinária expansão das cidades se deu, como vimos, a partir da Revolução Científico-Tecnológica, pela multiplicação acelerada da massa trabalhadora que para elas acorreu em sucessivas e gigantescas ondas migratórias. Nas metrópoles assim surgidas, ninguém tinha raízes ou tradições, todos vinham de diferentes partes do território nacional ou do mundo. Na sua busca de novos traços de identidade e de solidariedade coletiva, de novas bases emocionais de coesão que substituíssem as comunidades e os laços de parentesco que cada um deixou ao emigrar, essas pessoas se vêem atraídas, dragadas para a paixão futebolística que imana estranhos, os faz comungarem ideais, objetivos e sonhos, consolida gigantescas famílias vestindo as mesmas cores." Como vemos, o futebol se tornou uma forma de identificação para as massas trabalhadoras das grandes cidades inglesas. Os times se tornaram muito mais do que times, se tornaram um objeto em que as pessoas encontravam o seu igual, encontravam seus objetivos e sonhos, tão arraigados pelo trabalho árduo nas fábricas durante a semana. O futebol faz com que todos saiam ganhando. Tanto as grandes massas, que encontram nele certa identidade, quanto pela burguesia, que o utiliza para regulamentar a sociedade e a massa proletária.O século XIX pode ser considerado o século do imperialismo inglês pelo mundo. Assim como o comércio inglês se expandiu pelo mundo, os seus aspectos culturais também. E com o futebol não foi diferente.
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